A Internet causou uma revolução na música. Para os artistas menores, a chance de aparecer ficou cada vez maior com o desenvolvimento de redes sociais repletas de recursos.
Da geração do Mp3, fomos mandados direto para a Era do MySpace. Na rede social, artistas de todo o mundo começaram a disponibilizar suas músicas gratuitamente para as pessoas conhecerem e passarem para frente. O "boca a boca" nunca foi tão eficiente.
E hoje com a força do Youtube, os novos artistas ficam cada vez mais sofisticados, podendo criar seu próprio videoclipe para todo mundo ver.
O Vaga-lume listou para vocês quem são os artistas que mais se destacaram nos últimos anos e começaram tudo com um Blog, MySpace ou vídeo no Youtube. A "Geração Internet" é apresentada com o destaque para algumas de suas principais músicas e os detalhes de suas respectivas histórias.
Aos 28 anos Beyoncé Knowles é uma das maiores estrelas do pop mundial. Ao lado das Destiny's Child ou em carreira solo, ela já vendeu mais de 50 milhões de discos e e emplacou hits por todo o mundo. Essa semana a diva está chegando ao Brasil para uma série de cinco apresentações que deverão saciar os milhares de fãs brasileiros da cantora que sempre sonharam em ver um show dela em território nacional.
Nesse especial onde nós dissecamos todos os discos de material original lançados por ela, incluindo os feitos ao lado das Destiny's Child, apresentamos o caminho para quem quer se aprofundar na carreira da cantora.
Ah sim, é bom lembar que os discos dela costumam sair com algumas faixas extras em certos mercados ou formatos. Essas músicas também estão listadas nos álbuns originais. A exceção é a versão deluxe de "'B Day" que é destacado por ter várias diferenças em relação à encarnação original do álbum.
Dia 31 de Janeiro de 2009 - Estádio do Morumbi - São Paulo
Por Leandro Saueia
Metallica no Brasil? Devo confessar que a princípio não me animei muito com a notícia. Afinal já tinha visto a banda em 1993 e hoje 16 anos mais velho confesso que ando com os ouvidos um tanto quanto cansados para esse tipo de som.
Mas com a fama de que eles são bons de palco ainda persistindo (o que era de se esperar de um grupo que excursiona à exaustão mesmo sem precisar), os set lists formados em 80% de músicas dos cinco primeiros discos e com o recente Death Magnetic se mostrando de fato um retorno aos velhos tempos, o programa parecia valer a pena mesmo para quem não era fã de carteirinha da banda ou de heavy-metal .
M. Rossi
O guitarrista e vocalista James Hetfield durante show no Morumbi
Algumas horas antes a banda apareceu para uma rápida coletiva onde também receberiam os discos de ouro e platina pelas vendas dos últimos cd e dvd. Cansados e monossilábicos, eles por pouco mais de dez minutos responderam às questões sem muito interesse e pareciam querer estar em qualquer lugar menos ali. Será que a banda pisaria no palco naquele clima? Era esperar e torcer para que não.
Quando as luzes se apagaram, uma hora após o bom show de abertura do Sepultura, o estádio foi inundado pela música de Ennio Morricone e os telões exibiram a cena mais marcante de Três Homens em conflito de Sergio Leone (antes ainda os PAs tocaram Heavy Metal Thunder do Saxon). A sensação era a de que uma noite épica se aproximava e a abertura com Creeping Death, e For Whom The Bell Tolls ambas de 1984 acompanhadas por 70 mil punhos levantados, confirmaram a suposição. Os quatro caras que há pouco tempo demonstravam aparente má vontade já tinham dado lugar a um grupo bem entrosado e com visível paixão pelo que fazem.
Nas mais de duas horas seguintes o grupo praticamente só tocou músicas lançadas entre 1983 e 1991, além de algumas canções do mais recente disco. Ao deixarem de lado as faixas dos álbuns lançados após o Black Album , a banda deu dois sinais: o de que o novo Metallica está muito próximo do velho tanto que ao vivo as canções novas soam muito próximas das antigas e de que eles mesmo parecem assumir que discos como Load e St. Anger hoje não passam de desvios estilísticos, experimentos que não deram muito certo.
O show da banda é basicamente homogêneo, com músicas bastante velozes e poucas pausas para respiro (frequentemente eles emendam as canções uma atrás da outra). Esses acontecem nas faixas lentas como Fade To Black e One (ambas entre as mais aplaudidas da noite, mostrando que mesmo os metaleiros mais radicais curtem uma balada para acender isqueiros e celulares) e nos grandes hits como Sad But True, essa dedicada aos nossos amigos do Sepultura.
M.Rossi
O baterista Lars Ulrich do Metallica
Se para ouvidos menos acostumados a parte central do show, onde entram as músicas novas, cansa um pouco, a sequência final com One (anunciada com fogos e sons de tiros), Master Of Puppets (com o público cantando o solo de guitarra) e Blackened, espantam o tédio rapidamente. Quando eles arrebatam com Nothing Else Matters e Enter Sandman (como essa música ainda é poderosa, especialemente ao vivo) Ulrich,Hetfield,Hammet e Trujillo já haviam conquistado de vez todos ali.
Nessa turnê a banda sempre volta para o bis tocando uma cover, para homenagear aqueles que ajudaram a banda a ser quem ela é. O escolhido da noite foi o Queen e sua Stone Cold Crazy. Para fechar a noite mais duas porradas das antigas: Motorbreath e Seek And Destroy - outra que continua poderosíssima. Para terminar o momento Roberto Carlos com todos eles distribuindo palhetas, baquetas e aplausos por minutos a fio para os fãs, que saíram dali certos de terem presenciado um daqueles momentos para se lembrar a vida toda.
Depois de um 2009 repleto de lançamentos, que tal começarmos 2010 com o pé direito?
Reunimos aqui os lançamentos mais esperados e outros que chegam sem fazer muito barulho, mas que merecem nossa atenção.
O cenário Pop foi marcado pela presença da cantora Ke$ha, que depois de balançar as pistas de todo o mundo com o hit Tik Tok, lançou seu primeiro álbum.
Entre os lançamentos de Rock, destaque para o grupo nova iorquino Vampire Weekend que conquistou público e crítica em uma tacada só com "Contra".
Mas, o mês de janeiro também foi marcado por grandes estrelas cantando juntas por um objetivo em comum: ajudar o Haiti, atingido por um terremoto que matou milhares de pessoas e deixou muitas outras sem nada. Essa reunião de estrelas está presente no Hope For Haiti Now.
Portanto, não perca nosso especial com os grandes lançamentos de janeiro!
Com quase trinta anos de carreira, o Metallica cumpriu todo o ritual de grande banda. Eles começaram no underground ajudando a dar forma a um novo estilo de música, o Thrash metal, uma variação mais pesada e violenta do Heavy metal tradicional por agregar influências do punk e hardcore e foram ampliando cada vez mais seu público a ponto de terem se tornado uma das maiores grupos do planeta (e só não se tornaram a maior porque o início dos anos 90 tinha um número considerável de "maiores bandas do momento" - U2, R.E.M, Guns 'n Roses, Nirvana...).
Também como todo grupo com carreira longa eles passaram por momentos de glória e tristeza, seja no âmbito artístico ou pessoal. O fato deles terem sobrevivido a tudo isso e ainda seguirem na estrada cumprindo uma agenda de shows que banda nenhuma da estatura deles, tirando o AC/DC faz mais e de quebra lançando seu melhor disco em mais de 15 anos é sinal da força e determinação de James Hetfield (voz e guitarra base), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammet (guitarra) e também do novato baixista Robert Trujillo.
No momento em que o grupo se prepara para voltar pela terceira vez ao país, aproveitamos a ocasião para prestarmos nossa homenagem aquela que se não é a melhor (o que é questão de gosto), é seguramente maior banda de metal do mundo, dissecando sua discografia e também antecipando o que os fãs podem esperar dos shows brasileiros.